Ruckstuhl Weberei – Kokosgarn auf Spulen an der Webmaschine mit Mitarbeitendem im Hintergrund

D.N.A.

Maschine 21 - Precisão ao longo de gerações

Numa época em que as instalações de produção são frequentemente substituídas após poucos anos, na manufatura Ruckstuhl trabalha um tear que faz parte da produção há décadas. Internamente, tem um nome simples: Máquina 21. Para a fabricação de tapetes e brosses de coco, é muito mais do que uma instalação de produção. É uma ferramenta que condensa experiência, conhecimento do material e cultura de fabrico. A máquina foi construída na década de 1960 pela fábrica alemã de máquinas Günne.
Ruckstuhl Teppichmanufaktur in Langenthal – Weberei

O que torna a Máquina 21 especial não é a sua idade, mas a sua adequação a um material que se submete apenas limitadamente à padronização industrial. As fibras naturais possuem diferentes resistências, tensões e estruturas. Reagem ao clima, à origem e ao processamento. As suas particularidades não podem ser totalmente normalizadas. É precisamente por isso que o seu processamento exige atenção, experiência e uma técnica que permita essas especificidades.

A qualidade de um tapete tecido em fibra natural não resulta apenas da construção da máquina. Surge da interação entre o material, a configuração e o controlo artesanal. O conhecimento acumulado ao longo de décadas é incorporado em cada ajuste – desde a tensão do fio até à estrutura do tecido.

Com o passar dos anos, a manutenção da instalação tornou-se uma forma de especialização. O fabricante original já não existe. As peças sobressalentes não estão disponíveis e têm de ser reconstruídas ou fabricadas de novo com base em modelos históricos. Em conjunto com parceiros especializados, são criados componentes que permitem a continuidade da operação da instalação. Também os navios de tecelagem, varas de tecelagem e outras peças de desgaste são hoje em parte reproduzidos de forma artesanal.

A Máquina 21 é assim um exemplo de uma abordagem diferente à produção industrial. O foco não está na substituição regular da tecnologia, mas na manutenção a longo prazo de uma ferramenta que provou a sua eficácia ao longo de décadas. A máquina não é preservada por ser antiga, mas porque os seus resultados continuam a impressionar.

Taiti e Porta da Ruckstuhl ainda são produzidos neste tear. Ele combina a produção industrial com o controlo artesanal e torna visível que a inovação nem sempre reside na substituição. Por vezes, manifesta-se na continuação consciente daquilo que se provou eficaz ao longo de gerações.

Taiti e Porta da Ruckstuhl ainda são produzidos neste tear. Ele combina produção industrial com controlo artesanal e torna visível que a inovação nem sempre está em substituir. Por vezes, manifesta-se na continuação consciente daquilo que se provou ao longo de gerações.